O Museu Nacional/UFRJ e os parceiros do Projeto Museu Nacional Vive — UNESCO, UFRJ e Instituto Cultural Vale — realizam, nos dias 28 e 29 de outubro, a 3ª edição do Diálogos da Reconstrução, com o tema “Memórias, saberes e patrimônios quilombolas no Museu Nacional”. O encontro tem como objetivo promover o diálogo com lideranças quilombolas de diferentes regiões do país sobre a preservação da memória, a produção cultural e a transmissão de conhecimentos, contribuindo para a construção de um museu plural e democrático. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de formulário eletrônico. O evento também será transmitido ao vivo pelo canal oficial do Museu Nacional no YouTube.
Um dos destaques desta edição será a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete ao Museu Nacional, realizada por seu filho, Jurandy Pacífico dos Santos. A iniciativa integra a proposta de reconhecer e preservar as memórias, os saberes e as práticas das comunidades quilombolas como patrimônios vivos, ampliando as possibilidades de representação dessas histórias na instituição.
O encontro trata os saberes, as práticas e as narrativas quilombolas como patrimônios vivos. A proposta é refletir coletivamente sobre como musealizar essas memórias e como o Museu Nacional pode contribuir para valorizá-las e difundi-las. As mesas irão refletir sobre a formação de acervos para as futuras exposições e sobre as ações participativas que reforçam o protagonismo das comunidades na produção de narrativas na instituição.
“Ouvir as lideranças quilombolas é importante para entender como os produtores e detentores de conhecimentos tradicionais querem se ver representados no Museu Nacional e, assim, reforçar o compromisso da instituição com a construção de um museu plural e democrático”, comenta Thais Mayumi Pinheiro, Diretora de Integração Museu e Sociedade do MN. Para Caio Gonçalves Dias, gestor das novas exposições do Projeto Museu Nacional Vive (PMNV), “quando uma mestra ceramista ou uma tecelã quilombola compartilha seu ofício, ela está transmitindo uma forma de conhecer o mundo. O papel do Museu e o compromisso do PMNV é criar condições para que esses saberes sejam reconhecidos, respeitados e apresentados como as próprias comunidades entendem que devem ser”.
