No mês em que se completam sete anos desde o rompimento da barragem em Brumadinho — tragédia que marcou profundamente Minas Gerais e o Brasil — parlamentares na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) elevaram a discussão sobre outro problema ambiental na região Central do Estado. Em janeiro de 2026, vazamentos em reservatórios nas minas de Viga e Fábrica, operadas pela mineradora Vale em Congonhas, provocaram o lançamento de grandes volumes de água e sedimentos em cursos d’água que abastecem a bacia do rio Paraopeba, gerando preocupação com os impactos ambientais e a necessidade de respostas efetivas das autoridades.
Na reunião ordinária do plenário realizada em 4 de fevereiro, o deputado Leleco Pimentel anunciou que será realizada uma audiência pública para debater esses vazamentos e suas consequências. O anúncio foi feito por Pimentel ao ocupar a tribuna e ressalta a importância de discutir medidas de prevenção e de reparação dos danos ambientais observados na região após os incidentes registrados no final de janeiro.
Durante o mesmo encontro, outros parlamentares abordaram temas variados de interesse público, incluindo questões salariais de servidores, cultura e políticas de energia, mas o enfoque na questão dos reservatórios em Congonhas foi destacado pela coincidência temporal com o aniversário da maior tragédia de barragens do país.
A iniciativa dos deputados de promover um espaço de debate reflete a busca por maior transparência e por soluções que deem conta das preocupações ambientais e sociais suscitadas pelos vazamentos em áreas de mineração em Minas Gerais, dialogando com as expectativas da sociedade por mais segurança e fiscalização eficaz das atividades potencialmente perigosas.








