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ONU aprova Pacto para o Futuro com compromissos amplos para enfrentar desafios globais
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 06/02/2026 16:30
Notícias Gerais

Em uma votação histórica, os países membros das Nações Unidas aprovaram por consenso o “Pacto para o Futuro”, um ambicioso conjunto de compromissos destinado a fortalecer a cooperação internacional diante dos desafios contemporâneos e futuros. O acordo, considerado um dos mais abrangentes adotados pela ONU em décadas, foi apresentado durante um encontro de líderes mundiais e inclui também o Pacto Digital Global e a Declaração sobre as Gerações Futuras.

O Pacto para o Futuro propõe um novo modelo de ação multilateral, que busca tornar as instituições internacionais mais eficazes, representativas e preparadas para lidar com questões como mudanças climáticas, desigualdade, tecnologia, direitos humanos e segurança global. Entre seus principais pilares estão compromissos claros com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, incluindo esforços para eliminar a pobreza e a fome, bem como medidas para garantir uma transição energética que limite o aquecimento global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

O pacto também aborda a necessidade de reformar o sistema de governança global, propondo ações para ampliar a representatividade no Conselho de Segurança e revitalizar instituições internacionais para refletir melhor as realidades do século XXI. Em questões de paz e segurança, os líderes globais reafirmaram seu compromisso com soluções diplomáticas pacíficas para conflitos e proteção de civis em zonas de guerra, assim como a cooperação para combater o terrorismo e prevenir o uso de novas tecnologias como instrumentos de violência.

Um dos destaques do pacto foi a inclusão de um compromisso inédito com o desarmamento nuclear, algo que não ocorria há mais de uma década, além de medidas para evitar a militarização de novas frentes, como o espaço sideral e a inteligência artificial.

 

Ainda que não seja um tratado juridicamente vinculante, o Pacto representa uma direção comum negociada entre 193 países, impulsionando um plano de ação global que só poderá gerar impacto real se os compromissos forem efetivamente implementados pelos Estados-membros. 

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