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Rotas mais críticas do Brasil concentram milhares de acidentes e exigem gestão de segurança baseada em dados
Publicado em 22/10/2026 10:00
Notícias Gerais

O transporte rodoviário é fundamental para a movimentação de cargas no Brasil, mas também enfrenta desafios importantes relacionados à segurança e à eficiência operacional. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), reunidos em um levantamento, apontam a BR-101, a BR-116 e a BR-040 entre as rodovias federais com maior número de acidentes registrados em 2025. Quando o recorte considera especificamente veículos pesados, a BR-381 ganha destaque pelo volume de sinistros.
 

Onde estão os principais riscos?

A BR-101 lidera em número absoluto de acidentes. A rodovia atravessa 12 estados e concentra um intenso fluxo de caminhões, especialmente em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Somente em Santa Catarina, foram registrados 987 acidentes e 25 mortes entre janeiro e março de 2025.
 

A BR-116, embora registre menos acidentes que a BR-101, chama atenção pela gravidade dos sinistros. O corredor, que inclui trechos como a Via Dutra e a Régis Bittencourt, acumulou 4.778 mortes entre 2018 e 2025, o maior número entre as rodovias federais no período.
 

Para o transporte pesado, a BR-381 merece atenção especial. Segundo o levantamento, foram 3.137 sinistros envolvendo veículos pesados, com 116 mortes e 1.492 feridos. O trecho entre Contagem e Extrema, em Minas Gerais, concentra mais de 60% dos acidentes da via.
 

A BR-040, importante corredor entre Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro, registrou 3.502 acidentes em 2025, enquanto a BR-153, importante eixo para o escoamento do agronegócio, enfrenta desafios constantes pelo alto fluxo de cargas e à infraestrutura em diferentes trechos.
 

Da gestão de frotas reativa à prevenção de acidentes com inteligência artificial

Diante desse cenário, o desafio do setor de transporte não é simplesmente evitar trechos estratégicos, mas compreender onde, quando e em quais condições os riscos para a segurança da frota aumentam. É nesse ponto que a videotelemática avançada e a análise de dados ganham valor estratégico, permitindo migrar de uma gestão reativa para uma postura preditiva.
 

Para apoiar o transporte e logística nessa transformação, a Geotab, líder global em soluções de gestão de frotas, desenvolveu a GO Focus Plus, solução de videotelemática com inteligência artificial embarcada, analisa os eventos diretamente no veículo e, ao identificar um comportamento de risco, emite um alerta de voz e realiza o coaching em cabine em tempo real, orientando o motorista a corrigir a condução. Para o gestor, a Sequência Inteligente prioriza os eventos de maior gravidade e comportamentos recorrentes, facilitando a revisão dos eventos e o direcionamento de treinamentos personalizados. Em um projeto-piloto, uma frota reduziu em 95% o uso do celular ao volante após implementar os alertas por voz da solução.
 

“Não basta saber quais são as rodovias mais críticas. Para uma operação de transporte eficiente e segura, é fundamental entender o que acontece em tempo real na frota durante cada viagem e identificar comportamentos e situações de risco que antecedem o acidente”, afirma Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab no Brasil.
 

A videotelemática com inteligência artificial ajuda a levar a gestão da frota da reação à prevenção. Já os eventos registrados em vídeo são complementados com o contexto dos dados de telemetria que ajudam o gestor de frotas a reconhecer padrões de risco ao volante e direcionar o acompanhamento e o treinamento personalizado. Assim, a tecnologia apoia a prevenção de colisões e decisões voltadas à segurança e à rentabilidade da operação.
 

“A segurança viária precisa estar no centro da estratégia de negócios de qualquer operação. Com a videotelemática com IA, conseguimos dar mais previsibilidade ao gestor, identificando comportamentos de risco e reconhecendo padrões recorrentes. A tecnologia também alerta o motorista na cabine no momento em que os comportamentos de risco acontecem, apoiando uma operação mais segura, rentável e resiliente no Brasil”, conclui Canicoba.

 

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