Flávio Roscoe reassumiu nesta segunda-feira (5/10) a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), após se afastar temporariamente do comando da entidade para disputar o Governo de Minas. De volta à Federação, ele afirmou que pretende concentrar os últimos meses da gestão na conclusão de projetos, na defesa dos interesses da indústria e no diálogo com o poder público.
A expectativa, segundo Roscoe, é inaugurar mais de 40 unidades e estruturas do Sistema Fiemg até 31 de dezembro, quando termina seu mandato. Entre as entregas previstas estão escolas, clubes, prédios e outras instalações.
O presidente também afirmou que a entidade deverá encerrar o período com aproximadamente R$ 4 bilhões em caixa e mais de R$ 2 bilhões em investimentos realizados.
As obras e inaugurações fazem parte de um conjunto de ações destinadas, segundo Roscoe, a ampliar a estrutura e os serviços oferecidos pelo Sistema Fiemg em diferentes regiões de Minas Gerais.
Fiemg manterá atuação técnica
Após a disputa pelo Governo de Minas, Roscoe afirmou que a atuação institucional da Fiemg seguirá baseada em análises técnicas e na apresentação de propostas para melhorar o ambiente econômico e empresarial do Estado.
“Não, as pautas continuam como sempre foram. A gente com uma opinião balizada, com opinião técnica. A opinião da Fiemg nunca foi opinião política”, afirmou.
Segundo ele, a Federação continuará encaminhando aos poderes Executivo e Legislativo propostas acompanhadas de estudos sobre os impactos econômicos das medidas.
Entre as prioridades para os próximos meses estão a simplificação de normas e a redução da burocracia estatal, consideradas importantes para melhorar as condições de atuação das empresas e estimular a atividade industrial.
Roscoe quer retomar diálogo com Mateus Simões
O presidente da Fiemg também pretende retomar as conversas com Mateus Simões sobre medidas que considera relevantes para o futuro de Minas Gerais.
Roscoe afirmou que já havia apresentado ao governador eleito algumas propostas antes do resultado da eleição e que pretende voltar a discutir o assunto para verificar quais iniciativas ainda podem ser encaminhadas durante a transição de governo.
“Falei: ‘Mateus, vamos fazer coisas que eu acho que são de grande impacto’. E ele concordou”, relatou.
Agora, segundo Roscoe, será necessário avaliar com Simões a disposição do futuro governo para colocar essas medidas em prática.
“Agora eu tenho que sentar com ele novamente e ver se ele está disposto a fazer essas ações que eu acho que teria um legado muito grande para Minas Gerais e já deixaria parte do trabalho que eu acho que o Cleitinho vai ter que fazer, pelo menos encaminhar”, afirmou.
Permanência no PL e apoio a Flávio Bolsonaro
Sobre o futuro partidário, Roscoe afirmou que pretende permanecer filiado ao Partido Liberal (PL). Ele destacou o apoio recebido durante a campanha por lideranças como Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, Nikolas Ferreira e Bruno Engler.
O empresário também voltou a criticar integrantes da legenda que, segundo ele, não apoiaram sua candidatura ao Governo de Minas.
“Todo partido tem fidelidade. Eu não tô achando na política, eu acho que a prática é a infidelidade. Não é a fidelidade, eu acho que a regra é a infidelidade”, disse.
Roscoe afirmou ainda que o PL não destinou recursos para sua campanha e que o financiamento ocorreu por meio de doações, incluindo recursos próprios.
Questionado sobre seu futuro, disse que não está buscando um cargo e que pretende contribuir conforme as oportunidades que surgirem.
“O meu interesse na política sempre foi só contribuir. O meu objetivo é efetivamente somar no processo onde eu acho que posso somar. Eu tô à disposição do Flávio para o que ele precisar, já falei com ele”, declarou.
Sobre a possibilidade de ocupar um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, afirmou que não houve conversa específica a respeito.
“Não estou brigando por cargo”, afirmou.
Roscoe acrescentou que, caso seja necessário, poderá atuar voluntariamente em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Vou fazer trabalho voluntário, se for o caso, mas não mais como candidato, que eu não sou mais candidato”, afirmou.
Com o retorno à presidência da Fiemg, Roscoe passa a concentrar novamente sua atuação na entidade, tendo como principais prioridades a conclusão das obras previstas, a realização dos investimentos anunciados e a defesa de pautas consideradas estratégicas para a indústria mineira.
