A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios de Uberlândia, informa que, nesta quarta-feira (7/10), o investigado P.H.S., de 42 anos, conhecido pelo apelido de "Magrão", apresentou-se espontaneamente na unidade policial e assumiu a autoria do homicídio de Roger Danilo Nogueira da Silva, de 32 anos, ocorrido na madrugada do último sábado (3/10), na Avenida Jerusalém, bairro Jardim Canaã.
Em suas declarações, prestadas após ser cientificado de seus direitos constitucionais, inclusive o de permanecer em silêncio, o investigado relatou que mantinha um desentendimento com a vítima em razão da compra de uma motocicleta, cujo pagamento vinha sendo feito em parcelas. Segundo sua versão, a cobrança da dívida teria gerado discussões, ofensas e ameaças por mensagens. Ele afirmou que, na madrugada dos fatos, Roger foi ao local para receber um dos pagamentos e que, durante uma discussão, a vítima teria feito um movimento que ele interpretou como tentativa de pegar algum objeto na cintura, momento em que efetuou os disparos. Em seguida, segundo relatou, fugiu a pé e retornou para casa. A arma utilizada no crime ainda não foi apreendida.
O investigado também afirmou que seu irmão, B.S., de 39 anos, preso em flagrante no dia 3 de outubro após ser apontado como um dos envolvidos no crime, não teve qualquer participação no homicídio nem prestou auxílio em sua fuga. De acordo com P.H.S., ele decidiu se apresentar após a prisão do irmão.
A versão apresentada será analisada e confrontada com os demais elementos de prova reunidos no inquérito policial, entre eles imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e laudos periciais, a fim de esclarecer integralmente a dinâmica dos fatos, a motivação do crime e a eventual participação de outras pessoas.
Após ser ouvido, o investigado foi liberado, uma vez que não havia situação de flagrante, sendo que no decorrer das investigações a Autoridade Policial irá analisar a possibilidade de estar representando pela decretação da prisão preventiva do investigado.
A PCMG reforça que informações que possam contribuir com a apuração podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia Unificado 181.
