Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm uma facilidade importante na hora de manter seus benefícios em dia: o voto nas eleições funciona como prova de vida automática. A medida é fruto de um cruzamento de dados entre o INSS e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Graças à integração tecnológica, a presença do eleitor na seção eleitoral é registrada e compartilhada com o banco de dados do INSS. Isso elimina a necessidade de o segurado comparecer presencialmente a uma agência bancária ou posto de atendimento para comprovar que está ativo. Vale destacar que o sigilo do voto é totalmente preservado; o sistema monitora apenas o registro de comparecimento na urna, independentemente da escolha do candidato ou se o voto foi em branco ou nulo.
A iniciativa beneficia diretamente cerca de 40 milhões de cidadãos que recebem aposentadorias ou pensões no país. A facilidade se estende inclusive aos idosos com mais de 70 anos, faixa etária para a qual o voto é facultativo, mas que pode usar o momento da votação para simplificar suas obrigações burocráticas com a Previdência Social.
Para os segurados que não puderem comparecer às urnas ou que tiverem o voto justificado, não há motivo para preocupação. O INSS informou que o benefício não é bloqueado de forma automática caso o eleitor não vote. O órgão realiza uma busca ativa em outras bases de dados do governo federal (Sistema SIRIS), como renovação de documentos oficiais, consultas médicas na rede pública ou interações no aplicativo Meu INSS. O cidadão só será convocado a realizar o procedimento manualmente caso o governo não encontre nenhuma movimentação em seu nome no período de um ano.