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Uma trégua para os solos brasileiros
Publicado em 01/08/2026 09:00
Notícias Gerais

Depois de anos difíceis, a Amazônia teve uma pausa: os números de queimadas caíram em um nível considerável. Em 2025, a área queimada na Amazônia brasileira foi de 3,1 milhões de hectares — o menor número da série histórica que começou em 1985.

Para efeito de comparação, o resultado é bem menor do que o recorde de 15,8 milhões de hectares registrados em 2024.

O que explica isso? O ano de 2024 teve os piores incêndios da Amazônia em mais de duas décadas, com clima extremo somado à ação humana. Já em 2025, o La Niña deixou o clima mais frio (o oposto do El Niño) e ajudou a floresta a reduzir o número de queimadas.

(Imagem: BBC | Reprodução)

Olhando para outros biomas…

  • O Cerrado recuou em relação à média histórica, apesar de continuar sendo o mais afetado (8,7 milhões de hectares).

  • O Pantanal teve a maior queda proporcional entre todos os biomas e uma diminuição de queimada (85%) em relação à sua média histórica

  • A Caatinga foi a única exceção, que queimou 505 mil hectares — ficando acima da média.

No cenário geral, o que prevaleceu foi a queda. Foram 12,7 milhões de hectares queimados no ano passado, 31% abaixo da média histórica.

Olhando para fora… O tema ganha ainda mais relevância em meio à taxação de 25% aplicada pelos EUA ao Brasil. O governo americano alega há anos que a prática dá vantagem injusta aos produtores brasileiros.

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