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Dia Nacional da Imunização reforça importância da vacina da gripe diante do aumento de quadros respiratórios
Publicado em 10/06/2026 15:30
Notícias Gerais

O Dia Nacional da Imunização, comemorado dia 9 de junho, reforça a importância da vacinação contra a gripe diante do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Segundo o mais recente boletim InfoGripe da Fiocruz, os casos de SRAG apresentam tendência de crescimento tanto no curto quanto no longo prazo, impulsionados principalmente pela circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), da influenza A e do rinovírus.

Sylvia Freire, infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que os sintomas mais comuns da gripe incluem febre de início súbito, tosse, coriza, mal-estar e dores de cabeça, musculares e garganta. “Em alguns grupos específicos como idosos, bebês, portadores de doenças crônicas e imunossupressoras, o quadro clínico pode ser mais grave e há maior risco de complicações como como pneumonia, infecções bacterianas secundárias e insuficiência respiratória, com maior possibilidade de internação e até mesmo morte”, diz.

Em 2026, segundo o levantamento da Fiocruz, já foram notificados mais de 77 mil casos de SRAG no país e, entre os casos positivos para vírus respiratórios, cerca de um quarto está associado à influenza A. Entre os óbitos com identificação viral registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas, quase a metade teve relação com a influenza A.

A identificação do agente causador do quadro respiratório pode colaborar para o seu manejo. O minipainel respiratório, por exemplo, exame oferecido pelo Sabin, utiliza a metodologia RT-PCR para identificar, em uma única coleta, a presença dos vírus influenza A (incluindo H1N1), influenza B, VSR e Covid-19 (SARS-CoV-2). O exame é indicado para pessoas com sintomas respiratórios, especialmente crianças pequenas, idosos e pacientes com maior risco de complicações.

 

Vacinação como forma de prevenção

 

A vacinação contra a influenza é recomendada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. Crianças de seis meses a oito anos e onze meses que serão vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas e, nos anos subsequentes, doses anuais. A partir dos nove anos, a recomendação é de dose única anual. De forma geral, a vacinação deve ser adiada em pessoas com quadro febril ou doença infecciosa aguda.

Segundo a médica, a vacina contra a gripe é do tipo inativada, produzida com vírus influenza inativados quimicamente e purificados. “A vacina estimula a resposta imunológica, incluindo a produção de anticorpos. Quando a pessoa vacinada entra em contato com o vírus influenza, o sistema imunológico já o reconhece e responde de forma mais rápida e eficaz, reduzindo o risco de evolução para quadros graves”, afirma

Já em relação ao vírus sincicial respiratório (VSR), as estratégias de prevenção variam conforme o grupo de risco e a faixa etária. Bebês podem ser protegidos por meio da vacinação materna no 3º trimestre da gestação (a mãe produz anticorpos que são transferidos ao bebê através da placenta) ou pela utilização do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal, após o nascimento. A vacinação para gestantes está disponível na rede pública e também nos serviços privados de vacinação. Para pessoas a partir de 18 anos com comorbidades e idosos, duas formulações de vacinas estão disponíveis em serviço privado.

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