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Cuba marca seis meses após danos do Furacão Melissa com recuperação frágil
Por Administrador
Publicado em 30/04/2026 10:00
Notícias Gerais

Agências humanitárias marcaram seis meses desde a passagem do Furacão Melissa pelo leste de Cuba. Durante uma apresentação na sede da ONU, em Genebra, muitos porta-vozes destacaram a recuperação lenta num alerta para a comunidade internacional.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha, “não se trata mais apenas de “responder” a um desastre, mas de sustentar a própria vida em uma região onde o progresso é considerado frágil.”

O furacão Melissa chegou a Cuba punindo comunidades pesqueiras e centros urbanos como Santiago de Cuba. O impacto foi 2 milhões de afetados, mais de 700 instalações de saúde danificadas e acima de 100 estações de bombeamento de água paralisadas.

Uma vista aérea de uma área devastada na Jamaica após o furacão Melissa, mostrando casas destruídas e detritos espalhados.

O cenário atual é de “uma recuperação lenta e desigual”, disse Cristian Torres, do Ofac, que administra as doações dos Estados Unidos para ação humanitária a Cuba. Ele contou que milhares de famílias cubanas ainda olham para o céu através de telhados inexistentes ou improvisados.

Embora, historicamente, a Cruz Vermelha Cubana tenha décadas de experiência com furacões como Irma, Sandy e Matthew, nenhum desafio foi tão complexo quanto o Melissa. O furacão atingiu a ilha no meio de uma crise energética severa e de epidemias de dengue e Chikungunya.

Atualmente há falta de combustível e a instabilidade da rede elétrica, problemas que transformaram tarefas simples, como a coleta de lixo ou o transporte de materiais de construção, em operações de guerra.

Para contornar esse colapso, a resposta humanitária precisou inovar usando energia limpa através da instalação de sistemas solares para manter serviços essenciais.

Outras novidades foram a mobilidade sustentável através do uso de veículos elétricos para garantir que a ajuda chegue aonde não hࢱ acesso ao petróleo.

Quanto à água potável, filtros e sistemas garantiram a oferta de milhões de litros para 30 mil pessoas a cada semana.

Apelo internacional de emergência

Para muitas agências internacionais, o capital humano continua sendo considerado o recurso mais valioso de Cuba, apesar das carências materiais. São mais de 40 mil voluntários da Cruz Vermelha Cubana em ação espalhados por todo o país.

O grupo não apenas distribui telhas e redes mosquiteiras, mas oferece apoio psicológico necessário para quem perdeu tudo.

Até agora, o apelo internacional de emergência permitiu assistir 45 mil pessoas, mas o financiamento ainda está longe da meta de alcançar 100 mil sobreviventes. Com o aproximar da nova temporada, o tempo é considerado um recurso essencial.

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