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Relatório mostra alta no tráfico de cocaína e drogas sintéticas ao redor do mundo BR
Publicado em 26/02/2026 16:00
Notícias Gerais
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O tráfico de cocaína continua sendo um grande desafio para o norte e oeste da África
26 Fevereiro 2026 Legislação e prevenção de crimes

Conselho Internacional de Controle de Narcóticos revela tendências preocupantes em diversas regiões; América do Sul lidera mercado de cocaína e Sul da Ásia abriga um terço de consumidores de opioides; órgão destaca papel positivo da cooperação internacional para impedir desvio de substância lícitas.

 

A cooperação internacional no combate às drogas ilícitas está mostrando resultados positivos, mas o tráfico tem aumentado em algumas regiões do mundo, de acordo com o Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, Incb.

Em seu relatório anual de 2025, o Incb ressalta que a ação coletiva dos países desempenhou um papel vital na redução dos danos sociais e econômicos causados ​​por substâncias usadas de forma ilícita.

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O captagon é a droga ilícita mais consumida nos países do Golfo Pérsico

Interceptação que impediu produção de fentanil

Em março de 2025, por exemplo, a plataforma de notificações mantida pelo órgão foi essencial para impedir o desvio de três toneladas de um precursor químico de fentanil. Se a remessa não tivesse sido interceptada, poderia ter sido usada para fabricar ilicitamente entre 1,4 e 3,3 toneladas da substância.

De acordo com as três convenções internacionais sobre controle de drogas, os governos precisam fornecer ao Incb informações que permitam monitorar o cultivo, a produção, a fabricação, o consumo e o comércio de substâncias controladas. O órgão atua para garantir a disponibilidade para fins lícitos e prevenir o desvio para usos irregulares. 

Graças à eficiência desse sistema de estimativas e avaliações, o nível de desvio de substâncias controladas produzidas licitamente para canais ilícitos é muito baixo.

Já o tráfico de substâncias ilícitas está aumentando de forma preocupante em várias partes do mundo.

Expansão da cocaína e de drogas sintéticas

Na América do Sul, o mercado de cocaína é o que cresce mais rapidamente, com o aumento da produção levando a uma expansão rumo à Ásia e África.

Já no continente africano, o consumo de uma grande variedade de drogas está aumentando. Traficantes de cocaína estão visando a região, mas a principal preocupação é o tráfico de opioides farmacêuticos, incluindo os de qualidade inferior.

Na América do Norte, embora o número de overdoses por drogas sintéticas tenha diminuído tanto no Canadá, em 17%, quanto nos Estados Unidos, em 27%, o Incb considera muito cedo para avaliar se essa é uma tendência sustentável.

No Leste e Sudeste Asiático, a metanfetamina segue a principal ameaça entre as drogas sintéticas, com apreensões recordes registradas. O Sul da Ásia é o maior mercado consumidor de opioides do mundo, representando um terço do número estimado globalmente de pessoas que usam essas substâncias. 

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Uma imagem de satélite mostra plantações de coca em Cauca, Colômbia

Preocupação de saúde pública no Pacífico

O tráfico de cocaína para a Europa Ocidental e Central aumentou drasticamente, nos últimos anos, como evidenciado pela ampla disponibilidade da substância e pela quantidade total apreendida. 

Além disso, a fabricação ilícita de drogas sintéticas no continente europeu está se expandindo e a proliferação de novas substâncias psicoativas continua a representar um desafio significativo.

O tráfico de drogas na Oceania, através dos Estados Insulares do Pacífico, para a Austrália e Nova Zelândia, continuou em níveis sem precedentes. O uso de de substâncias ilícitas aumentou consideravelmente, representando uma preocupação crítica de saúde pública em todo o Pacífico, particularmente em Fiji, Papua Nova Guiné e Tonga.

A presidente do Incb, Sevil Atasoy, afirmou que “proteger a saúde das pessoas em todo o mundo dos perigos das drogas ilícitas é uma responsabilidade comum e compartilhada”. 

Para ela, o sistema internacional de controle de drogas depende da vontade e da capacidade dos países de trabalharem juntos.

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