O uso das redes sociais está associado a resultados ligeiramente mais favoráveis de bem-estar emocional, mas o tempo gasto nas plataformas influencia essa relação. É o que aponta o relatório State of the World’s Emotional Health 2026, elaborado pela Gallup em parceria com o World Health Summit.
A pesquisa analisou dados de pessoas com 15 anos ou mais em 97 países. Segundo o levantamento, uma mediana de 81% dos entrevistados afirmou ter utilizado alguma rede social nos sete dias anteriores à pesquisa.
O estudo identificou que o uso moderado, entre 30 minutos e menos de duas horas por dia, está associado a indicadores mais favoráveis de bem-estar. Já quem passa duas horas ou mais nas plataformas apresenta maior probabilidade de relatar emoções negativas, como estresse, preocupação, tristeza, raiva e solidão.
Por outro lado, pessoas que utilizam pouco ou não utilizam redes sociais também apresentam resultados menos favoráveis em alguns indicadores positivos, incluindo avaliação da própria vida, satisfação e experiências de alegria.
Jovens passam mais tempo conectados
O levantamento mostra que o tempo de uso é maior entre os jovens. Entre pessoas de 15 a 29 anos que utilizam redes sociais, uma mediana de 52% passa pelo menos duas horas por dia nessas plataformas. Entre os usuários com 50 anos ou mais, o índice é de 23%.
No Brasil, 87% dos adultos entrevistados disseram ter utilizado redes sociais nos sete dias anteriores à pesquisa. Além disso, 40% foram classificados no grupo de alto uso, com duas horas ou mais por dia, percentual superior ao observado nos demais países analisados que consideram restrições às plataformas.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que os resultados mostram associações, e não uma relação direta de causa e efeito. Fatores como idade, renda, condições de saúde, escolaridade e apoio social também influenciam o bem-estar emocional.O relatório conclui que a relação entre redes sociais e saúde emocional varia conforme o país e o perfil dos usuários. Por isso, o tempo de conexão, isoladamente, não é suficiente para explicar como as plataformas afetam a vida das pessoas.
