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Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato rompem barreira dos 3 milhões de votos e estabelecem novo patamar eleitoral
Deputados do PL de Minas Gerais e São Paulo superam marcas históricas e entram para a lista das maiores votações individuais já registradas no país
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 05/10/2026 06:58
Notícias Gerais

A eleição de 2026 produziu um resultado que já entrou para a história da política brasileira: Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos para deputado federal, estabelecendo um novo patamar de votação individual para a Câmara dos Deputados.

Nikolas Ferreira alcançou 3.119.314 votos em Minas Gerais, enquanto Lucas Pavanato obteve 3.038.438 votos em São Paulo. Os dois candidatos ficaram muito acima das marcas históricas registradas em eleições anteriores e demonstraram a dimensão da força eleitoral concentrada em seus nomes.

O resultado de Nikolas ganha ainda mais relevância quando comparado à sua própria trajetória. Em 2018, quando disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados, ele recebeu 1.492.047 votos. O número já havia sido suficiente para colocá-lo entre os candidatos mais votados do país.

Agora, oito anos depois, sua votação mais que dobrou.

Pavanato, por sua vez, chegou à disputa nacional depois de ter sido eleito vereador de São Paulo em 2024, quando recebeu 161.386 votos. Em apenas dois anos, saltou de uma votação municipal para uma marca superior a 3 milhões de votos na eleição para deputado federal.

Dois milhões já não são suficientes para definir o tamanho do fenômeno

A dimensão dos números fica mais evidente quando comparada com os recordes anteriores.

Em 2018, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi eleito deputado federal com 1.843.735 votos, estabelecendo uma das maiores votações individuais da história da Câmara.

Naquele mesmo ano, Janaína Paschoal, candidata a deputada estadual por São Paulo, recebeu 2.031.829 votos, marca que se tornou referência nacional quando se tratava de votação individual para uma Assembleia Legislativa.

Em 2026, porém, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato ultrapassaram inclusive a marca de 3 milhões.

A diferença é expressiva.

Nikolas recebeu aproximadamente 1,28 milhão de votos a mais do que Eduardo Bolsonaro havia obtido em 2018. Pavanato superou a antiga marca de Eduardo em aproximadamente 1,19 milhão de votos.

O feito também coloca os dois candidatos em uma categoria eleitoral incomum: a de parlamentares capazes de concentrar, individualmente, milhões de votos em uma eleição proporcional.

Nikolas transforma votação em força política em Minas

Em Minas Gerais, o desempenho de Nikolas Ferreira chama atenção não apenas pelo tamanho absoluto da votação, mas pelo impacto político que uma candidatura individual pode produzir em uma eleição proporcional.

Com 3.119.314 votos, Nikolas se consolidou como um dos principais polos individuais de votação do país.

A marca também representa uma evolução extraordinária em relação à sua primeira eleição para deputado federal.

Em 2018:

1.492.047 votos.

Em 2026:

3.119.314 votos.

O crescimento nominal foi de mais de 1,6 milhão de votos.

Mais do que simplesmente aumentar sua votação, Nikolas passou a operar em uma escala eleitoral que poucos candidatos alcançaram na história brasileira.

Pavanato sai da Câmara Municipal para mais de 3 milhões

A trajetória de Lucas Pavanato é ainda mais abrupta.

Eleito vereador de São Paulo em 2024 com 161.386 votos, Pavanato transformou sua primeira disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados em uma votação superior a 3 milhões.

O salto impressiona:

2024 — vereador: 161.386 votos

2026 — deputado federal: 3.038.438 votos

A diferença ultrapassa 2,8 milhões de votos.

O resultado evidencia a capacidade de uma candidatura construída no ambiente digital e na política municipal de alcançar, em pouco tempo, uma dimensão nacional.

Uma eleição marcada pela concentração de votos

Os números de 2026 também levantam uma questão mais ampla sobre o comportamento do eleitorado brasileiro.

Em uma eleição proporcional, na qual a composição das bancadas depende da votação dos partidos e federações, candidaturas extremamente populares podem exercer peso significativo dentro de suas respectivas legendas.

Quando um candidato ultrapassa a casa dos 3 milhões de votos, sua votação deixa de ser apenas um dado individual e passa a ter consequências para a composição política da Câmara.

No caso de Nikolas Ferreira, o fenômeno ocorre em Minas Gerais, estado que elege 53 deputados federais.

Em São Paulo, Pavanato disputa em um dos maiores colégios eleitorais do país, onde a quantidade de cadeiras disponíveis para a Câmara é significativamente maior.

Assim, os números precisam ser analisados não apenas como recordes pessoais, mas também dentro da lógica do sistema proporcional brasileiro.

A nova referência da votação individual

Durante décadas, votações na casa de 1 milhão de votos já eram suficientes para colocar um deputado entre os grandes fenômenos eleitorais do país.

Eduardo Bolsonaro rompeu essa barreira em 2018, com 1,84 milhão.

Janaína Paschoal foi além naquele mesmo ano, com mais de 2 milhões para a Assembleia Legislativa.

Agora, a eleição de 2026 desloca novamente essa fronteira.

Nikolas Ferreira: 3.119.314 votos.

Lucas Pavanato: 3.038.438 votos.

Os dois ultrapassaram os 3 milhões e estabeleceram uma marca que, independentemente das disputas políticas e ideológicas que cercam seus nomes, representa um acontecimento eleitoral de grande dimensão.

A eleição de 2026, portanto, deixa uma imagem difícil de ignorar: dois candidatos ao cargo de deputado federal ultrapassaram individualmente a barreira dos 3 milhões de votos em uma mesma eleição.

É um novo capítulo na história das votações proporcionais brasileiras — e um sinal claro de que a política eleitoral do país continua passando por profundas transformações.

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