“O avanço da busca por crédito no Brasil tem revelado um cenário de extrema vulnerabilidade financeira das famílias. O dado de que a população está recorrendo mais a empréstimos de consumo imediato do que a financiamentos de longo prazo é um termômetro claro: as pessoas não estão conseguindo manter as contas básicas do mês em dia e precisam de 'oxigênio' para cobrir o buraco no orçamento. No entanto, o ciclo vicioso é perigoso: o patamar elevado da inadimplência restringe o acesso e encarece ainda mais as linhas disponíveis, jogando o endividado em opções de juros altíssimos e elevando drasticamente o risco de insolvência.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em agosto, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (33,34%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (23,87%), que totalizam 57,21% das consultas.
No momento da consulta, 38,59% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.