O salário mínimo pode chegar a R$ 1.741 em 2027, segundo a projeção mais recente do governo. Se confirmado, o valor representará um aumento de R$ 120, ou cerca de 7,4%, em relação aos atuais R$ 1.621. A estimativa ainda poderá ser revisada até a definição oficial do piso.
Mínimo vem crescendo nos últimos anos
O salário mínimo brasileiro vem acumulando aumentos nominais importantes. Em 2021, era de R$ 1.100. Em 2022, passou para R$ 1.212; em 2023, chegou a R$ 1.320; em 2024, foi para R$ 1.412; e, em 2025, alcançou R$ 1.518. Neste ano, o piso subiu novamente, para R$ 1.621.
Isso significa que, entre 2021 e 2026, o salário mínimo teve um aumento nominal de aproximadamente 47%. Para 2027, caso a projeção de R$ 1.741 seja confirmada, o valor terá crescido cerca de 58% em seis anos.
Além do aumento nominal, parte desses reajustes representou ganho acima da inflação. Segundo o Dieese, houve ganho real em 2023, 2024 e 2025, por exemplo.
O que está por trás do reajuste?
A atual política de valorização considera a inflação e o crescimento do PIB, com limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal. Para 2027, a projeção considera uma inflação de 4,93% e o crescimento de 2,3% da economia em 2025, resultando em um aumento real estimado de aproximadamente 2,4%.

Na prática, a alta do salário mínimo pode ajudar milhões de trabalhadores e também aumentar o dinheiro circulando na economia. Por outro lado, o reajuste eleva despesas públicas porque benefícios como aposentadorias e o BPC têm o piso nacional como referência.
O governo estima que o aumento para R$ 1.741 poderá gerar cerca de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias adicionais no Orçamento de 2027.
Assim, o crescimento do salário mínimo traz dois lados: mais renda para quem recebe o piso, mas também maior pressão sobre as contas públicas.