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Tráfego nas rodovias do Rio cresce 2,3% em julho
Queda acumulada no ano ainda é de 1,7%
Publicado em 14/08/2026 07:00
Notícias Gerais

Fluxo de veículos leves e pesados avançou no mês, enquanto circulação de cargas ainda recua no acumulado do ano

 


São Paulo, agosto de 2026 - O movimento de veículos nas rodovias do Rio de Janeiro cresceu 2,3% em julho, na comparação com junho, segundo o Dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O avanço, observado após o controle dos efeitos típicos do calendário, foi disseminado entre veículos leves e pesados.
 

O fluxo de veículos leves aumentou 2,5%, enquanto o de pesados cresceu 1,3%. Na comparação com julho de 2025, o tráfego total também apresentou alta, de 2,5%, resultado que combina avanços de 2,3% nos veículos leves e de 4% nos pesados.
 

Apesar da melhora mais recente, o cenário acumulado ainda é de retração. Entre janeiro e julho, o tráfego nas rodovias fluminenses caiu 1,7% ante o mesmo período do ano passado. A queda foi mais acentuada entre os veículos pesados, de 3,7%, enquanto os leves recuaram 1,4%.
 

Nos 12 meses encerrados em julho, o fluxo total apresentou redução de 1,2%, com queda de 4% no tráfego de veículos pesados e de 0,9% entre os leves.
 

Férias e turismo ajudam a explicar alta dos leves

A recuperação observada em julho pode ter sido favorecida pelo período de férias escolares e pela temporada de turismo, que tradicionalmente aumenta os deslocamentos de lazer e as viagens regionais no estado.
 

O mercado de trabalho também apresentou resultado positivo. Em junho, o Rio de Janeiro registrou mais de 16 mil novos empregos formais, o terceiro maior saldo absoluto entre os estados brasileiros. A geração de postos pode contribuir para ampliar deslocamentos relacionados ao trabalho, ao consumo e à prestação de serviços.
 

Cargas ainda mostram ritmo mais fraco

O desempenho dos veículos pesados merece atenção porque está mais diretamente relacionado à movimentação de mercadorias, à indústria e à logística. Embora essa categoria tenha avançado 4% na comparação entre julho de 2026 e julho de 2025 e 1,3% na passagem mensal, ainda acumula retração de 3,7% no ano e de 4% em 12 meses.
 

O resultado pode estar relacionado à própria estrutura da economia fluminense, que tem forte presença de cadeias como petróleo e gás, energia, indústria extrativa, siderurgia, construção, portos e logística.
 

Nesse contexto, o tráfego de caminhões pode responder de maneira mais concentrada às oscilações de determinados setores. A alta registrada em julho, portanto, representa uma melhora nos fluxos de carga, mas ainda não é suficiente para indicar uma recuperação disseminada no horizonte mais longo.
 

Rio tem 8,4 milhões de veículos

Os dados mais recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes a junho, mostram que o Rio de Janeiro tinha 8,42 milhões de veículos, o equivalente a 6,4% da frota nacional.
 

A frota cresceu 0,3% em relação a maio e acumula alta de 1,9% no ano. Em 12 meses, o aumento chega a 3,8%. Os automóveis representam a maior parcela da frota fluminense, com 60,7%, seguidos por motocicletas (17,5%), camionetas (5,1%), caminhonetes (4,9%), motonetas (4,1%) e caminhões (2%).
 

A composição por combustível diferencia o Rio de Janeiro de outros estados e chama atenção para a participação do GNV. Gasolina e etanol respondem por 34,4% da frota, enquanto os veículos exclusivamente a gasolina representam 34,3%. O GNV aparece em 19,5% dos veículos, seguido pelo diesel, com 5,4%. Os veículos elétricos ou híbridos ainda representam apenas 0,7% da frota estadual.
 

Outro indicador é a idade dos veículos: a frota fluminense tem idade média de aproximadamente 19 anos. Mais de um terço dos veículos, 36,8%, tem mais de 20 anos de fabricação. Apenas 16,2% têm até cinco anos
.

Os números mostram um cenário de recuperação no curto prazo, mas ainda com sinais de fragilidade quando considerado um período mais longo. A alta de julho, especialmente entre veículos leves, coincide com um mês de maior mobilidade por férias e turismo. Já a persistente queda no transporte pesado indica que a retomada dos fluxos econômicos e logísticos do estado ainda ocorre de forma desigua

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