Minas Gerais vive um momento de aceleração na adoção de veículos elétricos, segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O estado somou 16.341 emplacamentos desse segmento nos primeiros seis meses de 2026, o que aponta um crescimento de 191,5% em relação ao mesmo período de 2025. Belo Horizonte lidera o ranking entre os municípios, com 9.896 unidades emplacadas neste ano, o equivalente a 60,56% do market share estadual. Na sequência, Uberlândia registrou 1.471 unidades emplacadas e Juiz de Fora somou 813.
O avanço neste tipo de aquisição, no entanto, ainda enfrenta desafios como o preço elevado. Nesse cenário, o consórcio surge como uma alternativa para quem deseja migrar para a mobilidade elétrica de forma planejada. Sem a cobrança de juros e sem necessidade de entrada, o produto possibilita a compra destes modelos com maior organização financeira e custo final mais competitivo.
Crescimento do setor
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), Minas Gerais encerrou 2025 com mais de 208 mil cotas de consórcio de veículos leves vendidas, alta de 10,9% em relação a 2024. As contemplações totalizaram cerca de 87,7 mil, crescimento de 11,5%, e o estado contava com 623 mil participantes ativos.
A Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos, acompanha esse desempenho. No acumulado de janeiro a junho de 2026, a companhia registrou em Minas Gerais R$ 2,9 bilhões em créditos comercializados em todos os segmentos, crescimento de 116,3% em relação ao mesmo período de 2025.
No segmento de veículos, a administradora já identifica um crescimento de 66% nos créditos comercializados no estado, em comparação ao período de janeiro a junho de 2025.
Para Rafael Kovalski, diretor regional licenciado da Ademicon em Minas Gerais, o avanço da eletrificação abre espaço para os consumidores olharem com mais interesse para o consórcio. "Quem busca migrar para um veículo elétrico encontra no consórcio uma alternativa para organizar essa compra sem a incidência de juros. Os números que registramos no estado mostram que o consumidor mineiro tem priorizado opções com previsibilidade financeira na hora de adquirir um bem", pontua o executivo.