Pacientes viajam para outros países em busca de economia, mas especialistas alertam para riscos e desafios
Uma nova tendência vem ganhando força em diversos países: o turismo médico. A prática consiste em viajar para o exterior para realizar tratamentos e procedimentos de saúde que, muitas vezes, apresentam custos significativamente menores do que no país de origem.
Entre os principais destinos desse mercado está a Ásia, com destaque para a Coreia do Sul. O país recebeu mais de 2 milhões de pacientes estrangeiros em 2024, consolidando-se como um dos maiores polos mundiais para quem busca atendimento médico internacional.
O crescimento da procura é especialmente expressivo entre os norte-americanos. Entre 2024 e 2025, o número de pacientes dos Estados Unidos que viajaram para a Coreia do Sul aumentou 70%, alcançando cerca de 173 mil pessoas.
A alta demanda está relacionada aos elevados custos da saúde nos Estados Unidos. Em 2024, os gastos nacionais com assistência médica atingiram um recorde de US$ 5,3 trilhões, valor superior ao dobro do registrado em 2010.
Com a expansão desse mercado, empresas especializadas em turismo médico vêm surgindo para facilitar o contato entre pacientes e hospitais estrangeiros. Em um dos casos divulgados, uma agência intermediou o atendimento de um paciente americano em uma clínica na China, reduzindo o custo de um procedimento de US$ 10 mil para apenas US$ 2 mil.
As projeções do setor também são otimistas. Especialistas estimam que o mercado global de turismo médico apresente crescimento anual entre 15% e 25% nos próximos anos, impulsionado pela busca por tratamentos mais acessíveis e pela melhoria da infraestrutura hospitalar em diversos países.
Apesar das vantagens financeiras, o turismo médico ainda enfrenta desafios importantes. Entre os principais estão a dificuldade de obter acompanhamento após o retorno ao país de origem, possíveis barreiras linguísticas durante o tratamento e dúvidas sobre a qualidade e a regulamentação de alguns procedimentos realizados no exterior.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que pacientes pesquisem cuidadosamente as clínicas e profissionais escolhidos, verifiquem certificações internacionais e avaliem os riscos antes de optar por tratamentos fora de seu país.
