O trecho da BR-356 conhecido como Pratinha, entre Muriaé e Eugenópolis, na Zona da Mata mineira, volta a chamar a atenção pelo risco de novos deslizamentos de pedras. Motoristas que utilizam diariamente a rodovia relatam que, nos últimos meses, diversos fragmentos de rochas e pedras já se desprenderam do talude e chegaram ao acostamento, justamente em um ponto de curva, aumentando significativamente o perigo para quem trafega pela região.
A preocupação não é recente. O problema existe há anos e, segundo usuários da rodovia, apresenta sinais de agravamento. O trecho recebe intenso fluxo de caminhões de grande porte, ônibus e veículos de passeio, tornando ainda mais preocupante a possibilidade de queda de pedras sobre a pista.
No local existe um muro de gabião, implantado há mais de 15 anos, estrutura importante para a contenção de encostas. Entretanto, diante do tempo decorrido e das condições atuais do terreno, torna-se necessária uma nova avaliação técnica para verificar se a contenção continua oferecendo a segurança esperada ou se já demanda manutenção, reforço estrutural ou outras intervenções.
Além disso, no alto da encosta é possível observar rochas aparentemente soltas, enquanto outras já se encontram próximas ao acostamento, que naquele segmento é bastante estreito e, em alguns pontos, praticamente inexistente. Essa condição reduz as possibilidades de manobra em situações de emergência e aumenta o risco de acidentes graves.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão responsável pela administração e manutenção das rodovias federais não concedidas, realiza inspeções e serviços de conservação preventiva em diversos trechos da BR-356 pelo país, justamente para identificar riscos e programar intervenções antes que ocorram acidentes. Essas ações fazem parte da política de manutenção da infraestrutura rodoviária federal.
Diante desse cenário, é fundamental que o DNIT realize uma vistoria técnica detalhada no trecho da Pratinha, avaliando a estabilidade da encosta, as condições do muro de gabião, a necessidade de remoção de blocos rochosos, obras complementares de contenção e eventual ampliação da proteção da pista.
Também cabe ao Ministério dos Transportes acompanhar as demandas relacionadas à segurança da infraestrutura rodoviária federal e priorizar investimentos em pontos críticos que coloquem em risco a vida dos usuários. Motoristas que passam diariament pelo local começama temer por um deslizamento maior, colocando em risco motoristas e passageiros.
A situação exige ainda a atuação dos deputados federais que representam a Zona da Mata e Minas Gerais em Brasília. Cabe aos parlamentares cobrar providências junto ao DNIT e ao Ministério dos Transportes, acompanhar tecnicamente a situação e buscar recursos para que uma solução definitiva seja implantada antes que uma tragédia aconteça.
Esperar que um grave acidente ocorra para somente depois adotar medidas emergenciais não pode ser o caminho. A prevenção custa menos, salva vidas e evita prejuízos humanos e econômicos. O trecho da Pratinha precisa entrar na lista de prioridades das autoridades responsáveis, enquanto ainda há tempo para agir.




