Uma ação da Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com a Polícia Penal impediu um esquema que pretendia levar celulares e outros materiais proibidos para dentro da Penitenciária Manoel Lisboa Júnior, em Muriaé. Uma mulher foi presa e vários materiais foram apreendidos.
Tudo começou depois que um policial penal, que estava de folga em casa, percebeu um casal mexendo de forma suspeita na parte de baixo de um caminhão estacionado no bairro da Barra. Ele resolveu abordar os dois. O homem conseguiu fugir correndo, mas a mulher foi contida até a chegada da Polícia Militar.
Durante a vistoria, os militares encontraram celulares e carregadores presos com ímãs no chassi do caminhão, em um esconderijo preparado para tentar burlar a fiscalização.
Com a suspeita, os policiais encontraram a chave de um hotel. A equipe foi até o local e, com autorização da própria mulher, registrada em vídeo, fez buscas no quarto onde o casal estava hospedado desde o dia 30 de junho.
No quarto foram encontrados mais celulares, carregadores, fitas adesivas usadas para embalar os materiais e uma barra de maconha.
As investigações mostraram que o caminhão pertencia a uma empresa que presta serviços para a penitenciária e entra com frequência na unidade. A suspeita era de que os aparelhos escondidos fossem retirados por detentos durante o descarregamento do veículo.
O homem que fugiu foi identificado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar e, segundo as investigações, possui ligação com facções criminosas.
Por causa da estrutura do esquema e do destino dos materiais, o caso não foi tratado apenas como tentativa de entrada de celulares no presídio. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil com enquadramento, em tese, na nova lei de combate às facções criminosas, criada em 2026, que prevê punição para quem presta apoio logístico ou financeiro a organizações criminosas.
