Fogueiras, brincadeiras e comidas típicas fazem parte da tradição das festas juninas e encantam crianças de todas as idades. No entanto, o período também exige atenção redobrada dos pais e responsáveis com a saúde dos pequenos, especialmente quanto aos riscos de queimaduras, um dos acidentes mais comuns nesta época do ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras. O contato com fogueiras, fogos de artifício, brasas, líquidos quentes e outros materiais inflamáveis pode causar lesões de diferentes gravidades, principalmente entre crianças menores, que nem sempre conseguem identificar situações de perigo.
“Durante as festas juninas, observamos um aumento nos atendimentos relacionados a queimaduras e outros acidentes que poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis supervisionem constantemente as crianças, especialmente em ambientes com fogueiras, fogos de artifício e outras fontes de calor. As queimaduras podem causar lesões graves, deixar sequelas e, em alguns casos, exigir tratamento prolongado. A orientação adequada sobre os riscos dessas atividades, aliada ao respeito às distâncias de segurança e ao uso responsável dos artefatos juninos, é essencial para que as famílias possam aproveitar as comemorações com tranquilidade. A prevenção continua sendo a melhor forma de garantir que a festa termine apenas com boas lembranças”, explica Ana Maria melo, médica pediatra do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas.
Em caso de queimadura, a recomendação é agir rapidamente para reduzir o risco de agravamento da lesão. O local atingido deve ser resfriado imediatamente com água corrente fria por alguns minutos, além de evitar o uso de gelo, manteiga, pasta de dente ou qualquer produto, que possa piorar a situação. Também é importante não estourar bolhas nem remover tecidos grudados à pele. Após os primeiros cuidados, a orientação é procurar atendimento médico imediato, especialmente quando a queimadura atinge crianças, áreas extensas do corpo ou regiões sensíveis, como rosto, mãos e articulações, para avaliação adequada e tratamento seguro.
Além desses riscos, também é importante se manter em alerta para os impactos da exposição à fumaça das fogueiras na saúde respiratória das crianças.“A inalação constante pode irritar as vias aéreas e desencadear ou agravar quadros como asma, rinite e bronquite, levando a sintomas como tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar. Crianças são mais sensíveis a esse tipo de exposição, por isso é importante evitar que permaneçam por longos períodos próximos às fogueiras ou em ambientes com muita fumaça”, reforça Andrei Augusto Cordeiro médico pneumologista do Hospital Santa Paula, da Rede Américas.
Oito dicas para aproveitar as festas garantindo a segurança de todos:
- Escolha um local aberto, longe de casas, árvores, veículos e redes elétricas.
- Limpe a área ao redor da fogueira, removendo materiais secos e inflamáveis.
- Mantenha água, areia ou extintor disponíveis para emergências.
- Acenda a fogueira apenas com materiais apropriados, sem usar gasolina, álcool ou outros líquidos inflamáveis.
- Mantenha as crianças sob supervisão constante e respeite uma distância segura das chamas.
- Nunca deixe a fogueira sem monitoramento e fique atento ao vento e às faíscas.
- Mantenha fogos de artifício afastados da fogueira e siga todas as orientações de segurança.
- Ao final da festa, apague completamente o fogo e certifique-se de que não restaram brasas acesas.
- O ideal é que as crianças não façam uso de fogos, bombinhas, balões. O estalinho, nessas festividades costumam ser um ótimo atrativo e que representam menos riscos à saúde, mas ainda assim, exigem o devido monitoramento.

