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Magistrado recebe Medalha do Mérito da Escola Judicial
Evento também marcou o lançamento do assistente virtual "Jefinho", da Ejef
Publicado em 18/06/2026 11:30
Notícias Gerais

 

O presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Anthony Steveson Villas Boas, recebeu nesta segunda-feira (15/6) a Medalha do Mérito da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)

A mesa de honra da solenidade foi conduzida pela integrante do Comitê Técnico da Ejef, desembargadora Juliana Campos Horta, que representou o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, e pelo 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna.

O desembargador Versiani Penna destacou que a outorga da Medalha é justificada pela valorosa contribuição do homenageado ao cumprimento dos objetivos institucionais da Ejef. 

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O superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani, destacou a contribuição do homenageado para receber a Medalha do Mérito da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Crédito: Cid Bruno/CETED)

Também compareceram à cerimônia o ex-presidente do TJMG e diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM), desembargador Nelson Missias de Morais, o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais eleito para o biênio 2026-2028, desembargador Raimundo Messias, e a presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juíza Rosimere das Graças do Couto.

Inteligência artificial

Na oportunidade, o desembargador Villas Boas proferiu a palestra "O Uso Ético, Seguro e Responsável da Inteligência Artificial Generativa na Jurisdição".

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O desembargador Villas Boas palestrou sobre o uso ético, seguro e responsável da IA (Crédito: Cid Bruno/CETED)

O magistrado ressaltou que, embora em um passado recente se pensasse que a tecnologia não alteraria o aspecto central do trabalho jurídico, os sistemas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, estão transformando rapidamente esse cenário.

O desembargador Villas Boas ressaltou que os sistemas de IA tradicionais priorizam uma única resposta "correta", baseada em soluções comuns contidas em dados de treinamento. Portanto, prosseguiu, essa abordagem é inadequada para a complexidade exigida do trabalho jurídico. 

“O raciocínio jurídico demanda a compreensão de diversos pontos de vista, a construção de argumentos fundamentados e a identificação de múltiplas soluções juridicamente consistentes, não apenas uma”

Tal cenário levou à criação do Método Dialógico de Múltiplas Respostas (DMR), que busca contornar essas limitações. 

“Em vez de uma única saída, o DMR incita a IA a explorar e apresentar todas as respostas plausíveis, abrindo perspectivas para se aprimorar o pensamento jurídico crítico. Com o DMR, os juízes passam a transitar da criação de argumentos legais para a avaliação especializada, selecionando a decisão ótima entre múltiplas opções geradas pela IA. Isso fortalece o julgamento humano com escolhas informadas”, concluiu.

Jefinho

O gerente de Tecnologia e Comunicação Educacional (Geted) da Ejef, Leonardo de Oliveira Viana, apresentou o robô de atendimento criado para o SIGA (Sistema de Gestão Acadêmica).

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O gerente Leonardo Viana apresentou o assistente de chatbot da Ejef, o Jefinho (Crédito: Cid Bruno/CETED)

O assistente de chatbot de IA para atendimento do SIGA será chamado de Jefinho.

A ferramenta virtual auxilia os alunos da Ejef na solução de dúvidas, além de facilitar a busca por informações sobre cursos, resultados e outros serviços, de forma eficiente.

Segundo Leonardo Viana, o assistente de chatbot orienta os alunos sobre como localizar informações importantes, como certificados, resultados de avaliações, inscrições em cursos online e dados institucionais da Ejef.

Esmat

No evento, também foi apresentado o laboratório de inteligência artificial utilizado no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

Conforme disse a diretora da Esmat, Ana Beatriz de Oliveira, um dos objetivos do laboratório é preparar líderes capazes de avaliar, questionar e governar o uso da IA no Judiciário.

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A diretora Ana Beatriz de Oliveira falou sobre o laboratório de inteligência artificial do TJTO (Crédito: Cid Bruno/CETED)
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