O presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Anthony Steveson Villas Boas, recebeu nesta segunda-feira (15/6) a Medalha do Mérito da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A mesa de honra da solenidade foi conduzida pela integrante do Comitê Técnico da Ejef, desembargadora Juliana Campos Horta, que representou o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, e pelo 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna.
O desembargador Versiani Penna destacou que a outorga da Medalha é justificada pela valorosa contribuição do homenageado ao cumprimento dos objetivos institucionais da Ejef.
O superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani, destacou a contribuição do homenageado para receber a Medalha do Mérito da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Crédito: Cid Bruno/CETED)
Também compareceram à cerimônia o ex-presidente do TJMG e diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM), desembargador Nelson Missias de Morais, o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais eleito para o biênio 2026-2028, desembargador Raimundo Messias, e a presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juíza Rosimere das Graças do Couto.
Inteligência artificial
Na oportunidade, o desembargador Villas Boas proferiu a palestra "O Uso Ético, Seguro e Responsável da Inteligência Artificial Generativa na Jurisdição".
O desembargador Villas Boas palestrou sobre o uso ético, seguro e responsável da IA (Crédito: Cid Bruno/CETED)
O magistrado ressaltou que, embora em um passado recente se pensasse que a tecnologia não alteraria o aspecto central do trabalho jurídico, os sistemas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, estão transformando rapidamente esse cenário.
O desembargador Villas Boas ressaltou que os sistemas de IA tradicionais priorizam uma única resposta "correta", baseada em soluções comuns contidas em dados de treinamento. Portanto, prosseguiu, essa abordagem é inadequada para a complexidade exigida do trabalho jurídico.
“O raciocínio jurídico demanda a compreensão de diversos pontos de vista, a construção de argumentos fundamentados e a identificação de múltiplas soluções juridicamente consistentes, não apenas uma”
Tal cenário levou à criação do Método Dialógico de Múltiplas Respostas (DMR), que busca contornar essas limitações.
“Em vez de uma única saída, o DMR incita a IA a explorar e apresentar todas as respostas plausíveis, abrindo perspectivas para se aprimorar o pensamento jurídico crítico. Com o DMR, os juízes passam a transitar da criação de argumentos legais para a avaliação especializada, selecionando a decisão ótima entre múltiplas opções geradas pela IA. Isso fortalece o julgamento humano com escolhas informadas”, concluiu.
Jefinho
O gerente de Tecnologia e Comunicação Educacional (Geted) da Ejef, Leonardo de Oliveira Viana, apresentou o robô de atendimento criado para o SIGA (Sistema de Gestão Acadêmica).
O gerente Leonardo Viana apresentou o assistente de chatbot da Ejef, o Jefinho (Crédito: Cid Bruno/CETED)
O assistente de chatbot de IA para atendimento do SIGA será chamado de Jefinho.
A ferramenta virtual auxilia os alunos da Ejef na solução de dúvidas, além de facilitar a busca por informações sobre cursos, resultados e outros serviços, de forma eficiente.
Segundo Leonardo Viana, o assistente de chatbot orienta os alunos sobre como localizar informações importantes, como certificados, resultados de avaliações, inscrições em cursos online e dados institucionais da Ejef.
Esmat
No evento, também foi apresentado o laboratório de inteligência artificial utilizado no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).
Conforme disse a diretora da Esmat, Ana Beatriz de Oliveira, um dos objetivos do laboratório é preparar líderes capazes de avaliar, questionar e governar o uso da IA no Judiciário.
A diretora Ana Beatriz de Oliveira falou sobre o laboratório de inteligência artificial do TJTO (Crédito: Cid Bruno/CETED)