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Arte transforma experiência de pacientes pediátricos do Hospital das Clínicas da UFMG
Ação de humanização reduz a tensão e estimula a imaginação de crianças e adolescentes
Publicado em 16/06/2026 12:00
Notícias Gerais

 

Crédito: Divulgação HC-UFMG/HU Brasil


 

Quando as portas do elevador se abrem no quarto andar do prédio Bias Fortes, um dos anexos do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), crianças e adolescentes são convidados a embarcar em um mundo de imaginação. Já na recepção do atendimento pediátrico ambulatorial, uma maria-fumaça pintada na parede aguarda os pequenos pacientes para uma viagem ao longo do corredor principal e de vários consultórios da unidade vinculada à Rede HU Brasil. Quem se deixa levar pelo clima de fantasia criado ali tem a oportunidade de conhecer a selva, o fundo do mar, o Ártico e até o espaço sideral.

Todo esse cenário lúdico tem como objetivo reduzir a tensão associada ao atendimento médico no público infanto-juvenil. A proposta é decorar as salas e todo o quarto andar à mão livre com pinturas de diferentes temas e personagens para humanizar o ambiente hospitalar. Aproximadamente 50% do local já está pronto. O projeto foi concebido e executado pelo Show em Cores, projeto de extensão do curso de Medicina da Faculdade de Medicina da UFMG.
 

Cores a serviço do cuidado

A preceptora da Unidade da Criança e do Adolescente do HC-UFMG e uma das idealizadoras do programa, a pediatra Fernanda Minafra, revelou que a ideia surgiu de uma conversa com alguns alunos da Faculdade de Medicina da UFMG que integravam o Grupo Teatral Acadêmicos Amestrados (G.R.U.T.A.A.) e eram responsáveis pela produção dos painéis de divulgação dos espetáculos. “A gente achava o ambiente pouco amigável, porque eram só paredes com um tom meio bege. Então, eles sugeriram: 'a gente pode pintar. Vamos criar esse projeto?'”, lembrou.

Quando a proposta foi apresentada ao presidente e um dos diretores de pintura do G.R.U.T.A.A., Pedro Araújo, ele embarcou imediatamente na iniciativa. “As pinturas, assim como outras intervenções artísticas feitas dentro desse contexto, são essenciais para diminuir o atrito da entrada no consultório e ajudar a estabelecer a relação médico-paciente”, ressaltou.

Esse impacto foi percebido por Fernanda ao realizar seus primeiros atendimentos depois da conclusão das decorações. "Quando a gente está em um ambiente acolhedor, tudo fica mais leve para os profissionais e para os pacientes. Muitas vezes, durante o exame físico, a criança está com medo, mas a gente consegue distrai-la com um desenho na parede, e ela acaba esquecendo o receio e se deixa examinar. Isso realmente traz um alívio para todos", explicou.

Todas as despesas são custeadas por meio de doações dos professores, utilizadas para comprar as tintas necessárias e o lanche para os artistas. As pinturas costumam ser realizadas aos fins de semana, de sexta a domingo, período em que há menor circulação de pessoas no hospital.
 

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