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Polícia Civil investiga morte de homem após imobilização por segurança em shopping de Uberlândia
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 04/06/2026 13:00
Notícias Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito para investigar a morte de um homem de 43 anos ocorrida na noite do último sábado, 30 de maio, em Uberlândia. O caso aconteceu após uma confusão registrada em um estabelecimento localizado dentro de um shopping da cidade e ganhou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa regional.

Segundo informações divulgadas por veículos de comunicação e relatos de testemunhas, a vítima teria se envolvido em um desentendimento no local e acabou sendo contida por um segurança durante a ocorrência. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos da imobilização, que teria incluído um golpe conhecido popularmente como “mata-leão”. Após a intervenção, o homem passou mal e não resistiu.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias do caso. De acordo com a corporação, o segurança, de 48 anos, foi conduzido para prestar esclarecimentos, sendo ouvido pela autoridade policial e posteriormente liberado mediante pagamento de fiança.

“A Polícia Civil de Minas Gerais informa que foi instaurado inquérito policial para a devida apuração do caso. Na ocasião, o homem, de 48 anos, que fazia a segurança do local, foi ouvido e liberado, mediante pagamento de fiança. A PCMG segue com a realização de oitivas e demais diligências necessárias para apuração do fato”, informou a instituição.

Ainda conforme a Polícia Civil, a investigação foi inicialmente registrada como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O enquadramento poderá ser revisto caso novos elementos sejam incorporados ao inquérito durante o andamento das apurações.

A corporação também informou que o laudo pericial ainda está em fase de elaboração e será fundamental para determinar a causa exata da morte. O documento deverá apontar se houve relação direta entre a técnica de imobilização utilizada e o óbito da vítima.

Investigadores trabalham na análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e demais provas coletadas no local. Funcionários, frequentadores do estabelecimento e pessoas que presenciaram a ocorrência também deverão ser ouvidos nos próximos dias.

O caso reacendeu o debate sobre os limites da atuação de seguranças privados em situações de contenção física e sobre os protocolos adotados em abordagens consideradas de risco. Especialistas apontam que técnicas de estrangulamento ou compressão da região do pescoço podem provocar perda de consciência, insuficiência respiratória e até morte, dependendo da intensidade e do tempo de aplicação.

Até o momento, a identidade da vítima não foi oficialmente divulgada pelas autoridades. A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser repassadas após a conclusão de diligências e do laudo pericial. O caso segue sob investigação.

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