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Avanço da meningite em Minas Gerais preocupa especialistas e reforça alerta para vacinação
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 18/05/2026 15:30
Notícias Gerais

O aumento dos casos de meningite em Minas Gerais tem acendido um sinal de alerta entre autoridades de saúde e especialistas. Somente nos primeiros cinco meses de 2025, o estado registrou 232 casos confirmados da doença, sendo 107 deles de meningite bacteriana, considerada a forma mais grave e perigosa.

Entre os casos registrados, 19 foram de meningite meningocócica, doença causada pela bactéria meningococo, conhecida pela rápida evolução e alto risco de morte. Destes pacientes, seis morreram, resultando em uma taxa de letalidade de aproximadamente 32%, índice considerado elevado pelos especialistas.

Os números acompanham uma preocupação nacional. Em todo o Brasil, mais de mil casos de doença meningocócica já foram registrados neste ano. Em Minas, os dados dos anos anteriores também chamam atenção: em 2024 foram contabilizados 51 casos da forma meningocócica, com 13 mortes, enquanto em 2025 já são 53 casos e 17 óbitos registrados.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Embora a meningite viral seja mais comum e geralmente apresente evolução menos grave, a meningite bacteriana preocupa pelo risco de complicações severas, sequelas permanentes e morte em poucas horas.

Entre os principais sintomas de alerta estão febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência, manchas vermelhas na pele e confusão mental. Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem incluir irritabilidade, choro persistente, moleira inchada e dificuldade para se alimentar.

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas contra alguns tipos da doença, como os sorogrupos C e ACWY para públicos específicos. No entanto, o maior desafio epidemiológico atual é o sorogrupo B, responsável por mais de 53% dos casos registrados no país, cuja vacina ainda está disponível principalmente na rede privada.

O avanço do sorogrupo B preocupa especialmente porque ele afeta principalmente bebês e crianças pequenas, grupo mais vulnerável às formas graves da doença. Por isso, médicos reforçam a importância de manter a carteira de vacinação atualizada e buscar atendimento imediato diante de qualquer suspeita.

Além da imunização, medidas como higiene das mãos, ambientes ventilados e atenção aos sintomas ajudam a reduzir os riscos de transmissão e complicações.

 

Diante do cenário, profissionais da saúde reforçam que informação, prevenção e vacinação são fundamentais para conter o avanço da doença e proteger a população.

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