“O recorde de inadimplência no Brasil não é apenas um reflexo de má gestão individual, mas o sintoma de um equilíbrio financeiro extremamente frágil. Com o orçamento doméstico estrangulado pela inflação de itens básicos, as famílias operam no limite técnico de sua sobrevivência. Mesmo com programas de renegociação, a ausência de uma margem de segurança faz com que qualquer imprevisto se torne catastrófico. Sem uma reforma que amplie a renda real, vivemos um 'efeito porta giratória': o cidadão limpa o nome hoje para se endividar amanhã, perpetuando um ciclo onde a quitação de uma dívida antiga é apenas o prelúdio de um novo atraso", destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Dívidas por região, faixa etária e gênero
A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,23 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,77%) da população nesta faixa etária está negativada.
A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: sendo 51,39% mulheres e 48,61% homens.