Belo Horizonte, 27 de abril de 2026 - Com as contas cada vez mais presentes na rotina, falar sobre dinheiro dentro de casa pode fazer diferença no bolso e no futuro da família. No Dia Nacional da Educação, celebrado em 28 de abril, o alerta é para a importância de começar cedo, com conversas simples e exemplos práticos.
O desafio ainda é grande no país. Dados da pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), mostram que 55% dos brasileiros dizem ter pouco ou nenhum conhecimento sobre educação financeira. Ao mesmo tempo, a maioria reconhece a importância do tema: 55% afirmam dedicar bastante atenção às finanças, enquanto 20% ainda acompanham pouco o próprio orçamento.
Organizar o orçamento, planejar gastos e evitar compras por impulso são aprendizados que podem surgir dentro da própria casa. Quando o tema é tratado de forma aberta, crianças e jovens passam a entender melhor o valor do dinheiro e crescem mais preparados para lidar com escolhas financeiras.
Para Sérgio Batista, gerente de análise e planejamento financeiro do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+, o exemplo dentro de casa é determinante. “A educação financeira está diretamente ligada ao comportamento. Quando a família inclui esse tema na rotina, seja ao planejar uma compra ou organizar as despesas do mês, isso contribui para a construção de hábitos mais conscientes. E, se você ainda não tem esse costume, vale começar hoje mesmo a se planejar”, afirma.
Segundo o especialista, a abordagem prática tende a ser mais eficaz. Incluir crianças e jovens em decisões simples, como definir metas ou acompanhar despesas da casa, ajuda a desenvolver noções de prioridade e disciplina financeira. “Escolhas simples, como pensar antes de gastar ou evitar compras por impulso, já fazem diferença e ajudam a prevenir problemas com dívidas no futuro. Por isso, olhar para os compromissos financeiros com alguns meses de antecedência é um passo importante”, completa.
Atitudes simples já podem ajudar nesse processo. Mostrar como funciona o orçamento da casa, envolver os filhos em pequenas decisões de compra, estabelecer metas, como economizar para algo desejado, e acompanhar os gastos com atenção às prioridades contribuem para desenvolver, desde cedo, uma relação mais equilibrada com o dinheiro.
Ao longo do tempo, esse aprendizado também ajuda a evitar o endividamento e incentiva o hábito de poupar, mesmo que com valores pequenos. Isso permite criar uma reserva para emergências e traz mais tranquilidade para lidar com despesas inesperadas, comuns na rotina das famílias.