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Em Minas Geraris, combate à violência contra a mulher ganha espaço na agenda de empresas
Iniciativas de acolhimento avançam no país e chegam a Minas Gerais, onde a BD mantém fábrica em Juiz de Fora
Publicado em 19/04/2026 12:00
Notícias Gerais

 

 


A violência contra a mulher segue em níveis alarmantes no Brasil e apresenta sinais recentes de agravamento. Em Minas Gerais, os primeiros meses de 2026 já evidenciam a gravidade do cenário: somente em janeiro, quase 14 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica, o equivalente a 19 casos por hora no estado. No mesmo período, os registros de feminicídio seguem recorrentes, com ocorrências semanais, reforçando a urgência de ações de prevenção e acolhimento.
 

Diante desse cenário, empresas têm ampliado iniciativas de conscientização e apoio dentro do ambiente corporativo, assumindo também um papel de orientação e acolhimento. Um exemplo é a BD (Becton Dickinson), empresa global de tecnologia médica com fábrica em Juiz de Fora (MG), que lançou uma campanha interna para cerca de 1.500 colaboradores em cinco unidades no Brasil.
 

A iniciativa inclui ações educativas, campanha de arrecadação para instituições que atendem vítimas de violência doméstica e uma palestra do Instituto Papo de Homem, que propõe a reflexão sobre o papel dos homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência.
 

A ação integra é conduzida pelo Grupo de Gênero, ligado ao comitê de Inclusão, Diversidade & Equidade (ID&E) da BD Brasil e formado por colaboradores voluntários. Segundo a empresa, o objetivo é contribuir para o enfrentamento da violência por meio da informação e do fortalecimento de redes de apoio. “Acreditamos que a informação é uma ferramenta essencial para prevenir a violência e fortalecer redes de apoio. Ao trazer esse tema para dentro da empresa, buscamos sensibilizar colaboradores, incentivar aliados e ampliar o acesso ao acolhimento e à orientação”, afirma Fernanda Tavares, diretora de Recursos Humanos da BD Brasil.
 

A mobilização também inclui uma campanha de arrecadação destinada a duas organizações sociais: a Todas as Marias, de Curitiba, que realiza acolhimento e encaminhamento de vítimas, e a Fala Mulher, que atende mulheres e seus filhos. Em 2025, a instituição realizou mais de 22 mil atendimentos e promoveu mais de 1,8 mil atividades coletivas.
 

Além das ações educativas, a BD também disponibiliza canais internos de apoio, como o Comitê de Gênero, o Serviço Médico e o Programa Bem-Estar, que oferece suporte psicológico, jurídico, nutricional e financeiro de forma confidencial.
 

O movimento reflete uma mobilização crescente do setor privado diante de um problema estrutural que ainda atinge milhões de mulheres no país, reforçando a importância de ampliar o acesso à informação, ao acolhimento e às redes de proteção também no ambiente de trabalho.

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