“O avanço da inadimplência reflete o cenário desafiador que o brasileiro enfrenta para equilibrar o orçamento doméstico. Manter as contas em dia tornou-se uma tarefa árdua diante de um custo de vida ainda elevado e do comprometimento da renda com dívidas passadas. Esse ciclo é extremamente prejudicial para a economia: o consumidor inadimplente perde seu poder de compra e, por consequência, retira-se do mercado de consumo. Sem crédito e com a renda corroída, o consumo das famílias trava, o que impacta diretamente o dinamismo do comércio e de todo o setor de serviços, retardando a recuperação econômica do país", destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Dívidas por região, faixa etária e gênero
A inadimplência no Brasil apresenta uma concentração significativa em adultos jovens e no setor financeiro. A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,01 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,12%) da população nesta faixa etária está negativada.
A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,35% mulheres e 48,65% homens.