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BUSCA POR CRÉDITO CRESCE NO BRASIL MAS POUCOS CONSEGUEM CONTRATAR
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 03/03/2026 11:00
Notícias Gerais

A procura por crédito no Brasil começou o ano em alta. Em janeiro de dois mil e vinte e seis, o número de consultas cresceu três vírgula cinquenta e um por cento na comparação com janeiro do ano anterior. Já na passagem de dezembro para janeiro, o aumento foi ainda maior, de seis vírgula cinquenta e oito por cento.

Os dados são do Indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil.

O levantamento mostra que a maior parte das pessoas que buscaram crédito em janeiro é do público masculino, que representa cinquenta e quatro vírgula sessenta e um por cento das consultas. A faixa etária com maior participação foi de quarenta a quarenta e nove anos, somando vinte e quatro vírgula dezessete por cento do total.

Apesar do aumento na procura, apenas seis vírgula trinta e cinco por cento dos consumidores efetivamente contrataram algum tipo de crédito. Entre os que fecharam contrato, oitenta vírgula oitenta e quatro por cento optaram por empréstimo e dezesseis vírgula cinquenta e seis por cento por financiamento.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, José César da Costa, o cenário mostra que o brasileiro continua buscando crédito, mas enfrenta dificuldades para contratar. Ele destaca que a renda apertada, os juros altos e o nível de endividamento ajudam a explicar por que muita gente consulta, mas poucos conseguem aprovação. Para ele, o crescimento na procura por empréstimos indica que o crédito tem sido usado principalmente para reorganizar o orçamento e não para consumo planejado.

Entre os setores que mais realizaram consultas em janeiro, a intermediação monetária com depósitos à vista lidera com trinta e sete vírgula vinte e quatro por cento, seguida pelos seguros de vida e não vida, com vinte e um vírgula noventa e quatro por cento. No momento da consulta, trinta e cinco vírgula setenta e cinco por cento dos consumidores já possuíam alguma restrição ativa no nome.

Na divisão por regiões, o Sudeste concentrou a maior parte das consultas, com quarenta e seis vírgula dezesseis por cento. Em seguida aparecem Nordeste com vinte vírgula noventa e dois por cento, Sul com dezessete vírgula cinquenta e sete por cento, Centro Oeste com oito vírgula sessenta e sete por cento e Norte com seis vírgula sessenta e oito por cento.

 

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, alerta que o acesso ao crédito é importante para o crescimento das famílias e da economia, mas exige responsabilidade. Segundo ele, quando a inadimplência aumenta, os juros sobem e o consumidor acaba recorrendo a modalidades mais caras, o que prejudica ainda mais o orçamento. Ele reforça que manter o nome limpo é fundamental para garantir planejamento financeiro e segurança no futuro.

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