A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), documento obrigatório para quem se hospeda em hotéis, pousadas e similares, passa agora por uma transformação digital em todo o Brasil, com implantação do registro digital de hóspedes, que entra em vigor a partir de 19 de fevereiro de 2026.
A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital substitui o antigo formulário em papel e moderniza o processo de check-in e check-out nas hospedagens formais em todo o país. O sistema é operado por meio da Plataforma FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Com a digitalização, o hóspede poderá preencher a ficha antes de chegar ao hotel, usando um QR Code, um link enviado pelo estabelecimento ou via login na conta gov.br.
O processo de chegada fica mais rápido, com menos filas e menos burocracia na recepção.
Informações poderão ser integradas diretamente aos sistemas de gestão dos meios de hospedagem (como softwares PMS), agilizando o atendimento e reduzindo retrabalho.
A ferramenta gera estatísticas confiáveis em tempo real sobre os dados de hóspedes e o fluxo turístico nacional — um ganho importante para o planejamento de políticas públicas e o desenvolvimento do setor.
O sistema também reforça a proteção de dados pessoais em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois substitui fichas físicas que muitas vezes ficavam arquivadas sem controle adequado.
Quem deve se adaptar
Todos os meios de hospedagem formal registrados no Cadastur, como hotéis, resorts, pousadas, hostels, flats e apart-hotéis, devem adotar o registro digital. A portaria que institui a FNRH Digital estabeleceu um prazo de 90 dias após sua publicação para que os estabelecimentos se adaptem antes de ela se tornar obrigatória.
A adoção do sistema digital também inclui maior rigor na coleta de informações sobre hospedagem de menores de idade, com exigência de documentos que comprovem responsabilidade legal, garantindo maior segurança jurídica e proteção de crianças e adolescentes.
Segundo o Ministério do Turismo, a digitalização do registro de hóspedes promete reduzir filas e tempo de espera nas recepções; diminuir burocracia e uso de papel, gerando economia para os estabelecimentos; permitir análises em tempo real do turismo no país, com dados mais precisos para ações do governo e do setor, colocar o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais de registro de hóspedes.
A mudança representa um marco na modernização da hotelaria e turismo no Brasil, beneficiando tanto os viajantes, que terão um processo mais ágil e seguro, quanto os empresários do setor, que poderão administrar melhor suas operações com suporte tecnológico atualizado.



