Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em dezembro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (44,53%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (20,38%), que totalizam 64,91% das consultas.
Um dos fatores mais críticos que moldaram o mercado em dezembro foi o nível de endividamento. No momento da consulta, 35,60% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa em seu CPF.
O Brasil atingiu a marca histórica de 73,49 milhões de negativados ao final de 2025, o que representa cerca de 44,02% da população adulta do país.
"O alto índice de inadimplência funciona como um 'pedágio' caro para a economia: ele eleva o risco bancário e torna a concessão extremamente seletiva. Não é por acaso que apenas 1,55% dos consultados conseguiram efetivar uma contratação. Enquanto não houver uma limpeza sustentável dos cadastros de inadimplentes, o acesso ao crédito continuará restrito a uma pequena parcela da população, dificultando a retomada do consumo das famílias”, aponta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.