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Inteligência artificial impactará menos da metade dos empregos na América Latina
Países com mais trabalhadores informais não sentirão efeitos da mudança
Publicado em 29/03/2025 07:36
Notícias Gerais

Pesquisa do Fundo Monetário Internacional, FMI, rela que alguns países da região poderão não aproveitar os benefícios econômicos da IA por causa do grande número de atividades no setor informal.

 

O Fundo Monetário Internacional, FMI, divulgou uma análise sobre o futuro do setor laboral na América Latina em frente à crescente influência da inteligência artificial, IA.*

Segundo a instituição, menos da metade dos postos de trabalho na região será impactada fortemente pela inteligência artificial por causa da baixa exposição à nova tecnologia e o grande número de atividades informais.

Portas abertas para investimentos

Para o FMI, essa é uma barreira que deixará alguns países de fora dos benefícios econômicos da inteligência artificial, a não ser que ocorra uma ampliação do acesso digital e mais formalização no setor laboral.

América Latina e Caribe concentram grande índice de trabalhadores na informalidade. As empresas informais são pequenas e não têm muito acesso aos sistemas financeiros e jurídicos que conectam e organizam a economia abrindo as portas para atrair investimentos.

Sem recursos, elas também têm poucas chances de adotar novas tecnologias e adquirir treinamento especializado para sua mão-de-obra.

Mais de 2/3 dos trabalhadores na informalidade

Gráfico da Semana, divulgado pelo FMI, mostra que a inteligência artificial é mais aproveitada em economias desenvolvidas, como as do Reino Unido e dos Estados Unidos, onde o setor formal é mais amplo para os empregados.

Na América Latina, por exemplo, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade: Bolívia, Peru e Honduras, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

Na América Latina, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade
FMI
 
Na América Latina, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade

Para o FMI, “a exposição relativamente baixa à IA pode ajudar a região a evitar rupturas mais imediatas, porém os países também correm o risco de perder todos os benefícios do crescimento econômico impulsionado pela inteligência artificial”.

A instituição indica num documento de trabalho recente que cerca de 50% dos postos de trabalho expostos, como os da área da saúde, teriam a ganhar com a produtividade reforçada pela inteligência artificial sem grandes prejuízos ou demissões.

O órgão internacional acredita que aumentar o emprego na formalidade beneficiária a América Latina e impulsionará o crescimento da economia.

*Com colaboração do FMI.

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