Prefeitura decreta situação de emergência em razão da dengue; município terá mutirões para conter avanço da doença
Diante do registro de casos de dengue em Muriaé o prefeito Marcos Guarino decretou “Situação de Emergência” no município por conta da infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor também da febre chikungunya e do zika vírus.
O Decreto 11.689 traz as medidas a serem adotadas para o controle vetorial, que incluem campanhas educativas, realização de mutirões e limpeza de terrenos para a eliminação de possíveis focos, assim como a utilização do carro do fumacê.
De acordo com o documento, os proprietários de imóveis no município deverão garantir que seus terrenos sejam devidamente limpos em um prazo de cinco dias. A partir daí, os fiscais e vigilantes sanitários poderão notificar o proprietário pelo descumprimento da norma emergencial.
Ou seja: após o prazo estipulado, o Poder Executivo fará a limpeza e capina de terrenos privados. A cobrança por esse serviço será feita junto ao proprietário do imóvel, com acréscimo de multa, conforme previsto no artigo 2º da lei 3.216/2006.
O objetivo do decreto é evitar que a doença se torne epidêmica no município. “É preciso que cada um faça a sua parte, não deixando água acumulada e descartando corretamente o seu lixo e permitindo a vistoria de imóveis feita pelos agentes de combate a endemias", informa a secretária municipal de Saúde, Luiza Agostini.
Nas três primeiras semanas deste mês de janeiro, foram notificados mais casos de dengue no município do que ao longo de todo o ano passado. Por isso, uma equipe multidisciplinar foi criada para atuar de forma efetiva na eliminação de focos do mosquito e reduzir os índices de infestação. Nesse sentido, mutirões de limpeza serão realizados em diversos pontos do município ao longo dos próximos dias.



